por diegoramos

07 ago 2015

4ª revolução industrial? As possibilidades da IoT na indústria brasileira

internet das coisas

Pode parecer surpreendente, mas a América Latina e o Brasil estão se destacando nas pesquisas sobre investimentos em Internet das Coisas (IoT) em nível mundial. No final de julho, a Tata Consultancy Services (TCS)  publicou um estudo que apontava que a companhias brasileiras gastaram cerca de US$ 79 milhões em tecnologias desse tipo em 2014. Mais revelador foi o levantamento da Cisco, divulgado no mês passado: somente na indústria brasileira, a IoT deve receber investimentos da ordem de US$ 226 bilhões até 2022. Sim, a manufatura, setor que mais vem sendo afetado pela atual crise deve apostar na IoT para reverter a tendência de queda de sua taxa de crescimento, historicamente menor que a do PIB.

pib- pib da industria

 

Em países onde esse movimento já está mais avançado, o estudo da Cisco identificou que a “manufatura industrial” foi o setor que reportou o maior aumento na receita gerada pela IoT, com uma média de 28,5%, seguido pelos setores de “serviços financeiros” (17,7%) e “mídia & entretenimento” (17,4%).

“Mas como a IoT pode afetar os processos da indústria?”

A Cisco Internet Business Solutions Group (IBSG), que é parceira da Teltec Solutions, definiu a IoT como o “ponto do tempo em que haverá mais coisas e objetos conectados à Internet do que pessoas”. Em outras palavras, haverá condições tecnológicas para a interação entre coisas, com ou sem fio, mas sem intervenção humana.

Na indústria, especificamente, os benefícios da IoT incluem o desenvolvimento de redes de comunicação mais responsivas em relação à cadeia de suprimentos, porque permite a integração de diversos protocolos de comunicação, como entre o tradicional Internet Protocol (IP) e aqueles que permitem a comunicação M2M (máquina a máquina), que permitem reduzir custos por meio da eliminação de processos manuais.

Na prática, países do sudeste asiático estão sendo pioneiros, mostrando que esse tipo de mudança pode ser aplicada desde indústrias agrícolas até plantas produtivas de alta tecnologia. No Japão, por exemplo, a  Fujitsu converteu em 2013 parte de sua fábrica de semicondutores em uma “fábrica de vegetais”. Um complexo de 2 mil m², que combina técnicas sofisticadas de agricultura e tecnologias de comunicação e informação conta com sensores capazes de monitorar a composição química de fertilizantes sem a necessidade de interação humana. Um dos resultados desse projeto foi a produção de alfaces com baixo teor de potássio, um benefício de alto valor para pessoas que têm doenças renais.

A adoção de dispositivos de conexão à internet (com ou sem fio) no chão de fábrica nos países dessa região deve crescer dois dígitos nos próximo dois anos, segundo previsão da consultoria IHS Tecnología.  No sudeste asiático, a fabricação de semicondutores liderará essa evolução na região, seguida das indústrias agrícolas e a automatização de fábricas, principalmente de automóveis, alimentação e bebidas.

Em ritmo menor, os chamados “novos tigres asiáticos”, como Vietnã, Indonésia e Filipinas, devem crescer também, ainda que a um dígito anual. Nesse sentido, a estatal Multimedia Development Corporation (MDeC) e o centro de pesquisa e desenvolvimento nacional da Malásia estão trabalhando para facilitar o desenvolvimento de IoT. O projeto faz parte da estratégia do país de se tornar uma nação desenvolvida até 2020.

E no Brasil?

Todo cenário de transformação tecnológica enfrenta barreiras e recebe incentivos. No caso da IoT na indústria brasileira, os principais empecilhos têm sido a falta de profissionais capazes de programar e operar esse tipo de equipamento, o legado da infraestrutura de TI da maior parte da indústria e a baixa latência das redes de comunicação nacionais.

Mas também há estímulos: uma política especial, criada no ano passado, institui a isenção do imposto Fistel para cartões SIM usados em conexões M2M e a redução das Taxas de Fiscalização de Instalação (TFI) e Taxa de Fiscalização do Funcionamento (TFF). Essa política é aplicável a “dispositivos que fazem uso de redes de telecomunicações que transmitem dados para aplicativos remotos de forma a monitorar, medir e controlar o próprio dispositivo, o ambiente próximo ou sistemas de dados conectados através de suas redes, sem intervenção humana”. Em dezembro de 2014, as conexões M2M Especial contabilizavam 1,2 milhão de acessos móveis no Brasil ou 0,46% do total de conexões móveis no país. Mas a perspectiva é de crescimento.

Aqui na Teltec Solutions, nós já estamos prontos para o futuro e para ajudar nossos parceiros a alcançá-lo o mais breve possível. Você vem com a gente?



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