por kamilgiglio

25 out 2016

Capacitação docente por EaD sobre EaD: qual o resultado?

 

Após algumas décadas, é consensual que a educação a distância (EaD) trouxe uma série de benefícios, seja por expandir a educação para além da sala de aula ou por incluir ferramentas tecnológicas como suporte para estudantes e professores, ampliando as possibilidades de interação e da construção do conhecimento.

Contudo, é justamente a tecnologia que, apesar de ser um dos pontos-chave para a concretização do modelo, acaba se tornando um desafio para os profissionais devido à fatores culturais e de formação. Com isso vem a necessidade de iniciativas específicas, dentre as quais se destaca a capacitação docente. Tal afirmação se justifica devido a necessidade de atender à diferentes perspectivas que passam a fazer parte de um novo guarda-chuva de competências e que precisam ser assimiladas, tais como: mediação a distância, mecanismos de mensuração e de engajamento da turma, aprendizagem e produção colaborativa, redes de compartilhamento de informações, entre outros fatores que a utilização da tecnologia podem alavancar e gerar no processo educacional.

Nesse sentido, primeiramente, é necessário qualificar os conteudistas responsáveis pela formulação dos materiais e ementas dos cursos. Em seguida, é preciso uma equipe que realize a montagem de um roteiro de aprendizagem. O trabalho entre os dois profissionais  explora ao máximo as oportunidades oferecidas pela tecnologia, estimulando o aprendizado e a participação dos estudantes.

É exatamente por isso que interatividade é a palavra-chave quando se pensa no que as novas gerações esperam da educação a distância.  Em um outro post publicado em nosso blog, intitulado 4 competências essenciais para o professor do século XXI, elencamos o pensamento crítico, a colaboração, a comunicação e a criatividade, intimamente relacionadas ao uso das tecnologias como recursos pedagógicos à favor da educação.

Portanto, a capacitação docente para educação presencial e a distância, torna-se imprescindível para qualquer profissional que queria atuar com sucesso em EaD. Isso é reforçado pelo crescimento e investimento das instituições nessa modalidade. Nessas instituições a atualização contínua dos profissionais é uma rotina presente. Somente assim as instituições alcançam os diferenciais frente ao mercado cada vez mais competitivo.

A hibridização da educação (presencial e a distância), bem como o desenvolvimento decorrente do contexto tecnocultural, demandam profissionais e estudantes mais flexíveis. Essa flexibilidade é o ponto principal para desenvolvimento de competências para enfrentar os desafios da contemporaneidade tanto no processo formal de aprendizagem, quanto na atividade profissional de mercado.

Como a capacitação docente por EaD pode contribuir para os professores

No artigo “O papel do tutor na EaD“, os autores fazem um apanhado de dicas para os profissionais que estarão, direta ou indiretamente, envolvidos com o desenvolvimento de atividades da educação a distância. Novamente, percebe-se que há uma relação híbrida dos conhecimentos da EaD com a educação do século XXI, e que pode se tornar mais tangível a partir do momento em que se realiza uma experiência imersiva, por meio de uma capacitação docente a distância. Com isso, ao vivenciar essa experiência, os profissionais tornam-se mais aptos para identificar algumas das dificuldades e, principalmente, potencialidades inerentes a educação digital, criando embasamento e conhecimentos para proposição de soluções.

Nesse sentido, dentre os elementos de valor da educação digital, pode-se destacar:

Auto-atualização. Autonomia, flexibilidade espaçotemporal (horário e espaço que serão dedicados aos estudos), e conscientização sobre o aprendizado contínuo (ao longo da vida).

Organização e autogestão. Seja como estudante ou como professor, é necessário planejar, desenvolver e executar uma rotina de trabalho, prevendo e respeitando, inclusive, os momentos de descanso.

Comunidade e Colaboração. Os meios digitais aumentam as interações sociais ao conectar pessoas distantes geograficamente e propiciam engajamento com a criação de um senso de pertencimento, de afiliação a um grupo que debate e soluciona dúvidas referentes a um tema de interesse.

Atratividade. Multiplicidade de formatos dos conteúdos didáticos e uso de elementos do cotidiano (digital) do estudante proporcionados pelo uso da tecnologia. Expansão da sala de aula e de abordagens pedagógicas, com uso diversificado de recursos didáticos.

Em suma, a modalidade EaD torna possível trabalhar algumas lacunas existentes entre a educação e o mundo contemporâneo, conferindo-lhe maior flexibilidade, agilidade, gestão e autoria no processo de ensino e aprendizagem.

Capacitação docente para uma Educação do Século XXI

Uma capacitação docente eficiente e condizente com a atualidade, aborda diretamente a modalidade EaD. E consequentemente, ela deve fornecer um subsídio importante para todo profissional da educação: a educação a distância não tem um formato fixo. Ou seja, na mesma medida em que acontecem os avanços tecnológicos, ela também agrega novas possibilidades, aumenta a interatividade e o próprio potencial de ensino-aprendizagem.

Paralelamente, quando uma capacitação docente utiliza o próprio modelo (EaD), há maior significância de aprendizagem ao aliar teoria e prática em uma experiência imersiva.

E inevitavelmente, ressalta a necessidade de uma mudança no processo didático-pedagógico, para atender as demandas de constantes mudanças do mundo atual (esferas socioeconômica, cultural e tecnológica).

Dessa maneira, torna-se essencial que o professor receba orientações que abordem desde o momento presencial em sala de aula e o uso dos recursos tecnológicos, até a mediação a distância com abordagens que enfatizem a pesquisa eficiente, os repositórios educacionais abertos, o emprego de mapas mentais, a criação de vídeos e infográficos, entre outros.

Em resumo, é fundamental que a capacitação docente promova uma experiência totalmente prática, que ao final de cada tópico o professor possa aplicar imediatamente o conteúdo, adaptando ao seu contexto e disponibilidade de recursos.

Por esse motivo, mais do que conceitos, a capacitação docente para EaD (em EaD) deve ter um objetivo prático e bem específico: trazer as possibilidades da tecnologia para a realidade do professor e dos seus estudantes.

Para saber mais sobre o assunto, confira o material educativo Tecnologias para educação e visite o site do movimento TISA Educação 3.0. Se você curtiu esse assunto ou tem contribuições, deixe o seu comentário abaixo!

tisa



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