por cesarschmitzhaus

15 jan 2015

Cloud computing: o que há de novo nesse serviço de hosting

cloud computingMuitos gestores de TI ainda têm dificuldades de diferenciar os ambientes de cloud computing de serviços de web hosting. Acham que é apenas a nova cara de uma tecnologia que já é oferecida há muitos anos e que permite acessar aplicações e armazenar arquivos em um ambiente externo ao da empresa.

Mas cloud não é isso: o ambiente em nuvem rompe com a arquitetura e os conceitos tradicionais de infraestrutura de TI, viabilizando reduções de custo e segurança em níveis que nenhuma tecnologia anterior consegue alcançar.

É verdade que qualquer serviço de tecnologia permite substituir custo de capital (ou seja, hardware, licenças e especialistas) por custo variável (a mensalidade da hospedagem), reduzir custos com manutenção e treinamento; oferecer acesso remoto por várias unidades da empresa; e, por fim, permitir que a equipe de TI concentre seu foco no core business da companhia. Entretanto, há benefícios que são oferecidos somente pelo ambiente de cloud computing. Enumeramos abaixo os três principais:

Orquestração da infraestrutura de TI

A computação em nuvem liberta os desenvolvedores de terem de pensar em hardware, storage, servidores, firewall e redes. Ela oferece um ambiente em que esses itens básicos já estão integrados e que são configuráveis de acordo com a política e a estratégia da empresa. Assim, a área de TI não precisa dispender esforços nem recursos financeiros com o básico da infraestrutura.

Além disso, a cloud viabiliza a operação de novas empresas de tecnologias mais rapidamente, pois demanda um investimento muito menor. De acordo com a experiência que temos tido aqui na Teltec Solutions, é possível reduzir os custos em TI de 30% a 85% após a adoção em cloud computing, conforme o negócio e o tipo de implantação.

Elasticidade

Dentre os serviços de acesso remoto a datacenter, somente o ambiente de computação em nuvem é capaz de oferecer elasticidade na infraestrutura de TI em tempo real, ou seja, ele aumenta e diminui a capacidade de processamento e resposta ao usuário conforme a demanda. Esse benefício é especialmente importante para empresas que precisam se preparar para sazonalidade, como é o caso de e-commerces, sites de notícias e redes sociais.

Ser escalável significa eliminar a capacidade ociosa de seus sistemas e, em caso de aumento de demanda, evitar os problemas que podem ser causados pela indisponibilidade das aplicações, como redução da produtividade e perda de vendas e clientes.

A questão da elasticidade do sistema se torna mais crítica conforme aumenta a demanda de acesso por tablets e smartphones. Alguns softwares, como as plataformas de e-commerce, são cada vez mais acessadas por dispositivos móveis e precisam se adaptar a picos de acesso causados por datas comemorativas ou ações publicitárias -e retornar ao estado inicial após esses eventos

Ambientes híbridos

Normalmente, as primeiras aplicações a serem migradas para o cloud são aquelas acessadas via web. Entretanto, algumas empresas, principalmente nos Estados Unidos e em outros países onde a banda larga está consolidada, já conseguem migrar softwares corporativos para a nuvem.

Aqui no Brasil, por conta de restrições de link nas cidades mais afastadas dos grandes centros urbanos, a solução mais recomendada para empresas que tem filiais em municípios com problemas de acesso à Internet é a de ambientes híbridos. Ou seja, as aplicações são espelhadas em um datacenter local e no ambiente em cloud, e disponibilizadas conforme a condição de acesso do usuário de forma transparente.

Essa também é uma alternativa para uma migração cuidadosa de infraestrutura de TI, principalmente quando há um legado de equipamentos que ainda está no ciclo de vida útil. Muitas empresas, principalmente as de grande porte, estão planejando esse tipo de migração, para aproveitar o investimento em maquinário e suas licenças de software até o limite da depreciação.

Segurança

Um ambiente de cloud oferece como benefício a garantia de segurança, confidencialidade e controle do tráfego de informações. O ambiente AWS, por exemplo, conta com certificações que se adequam às exigências de confidencialidade de países como Estados Unidos, Austrália e Malásia, e que asseguram transações financeiras e bancárias (PCI-DSS), entre outras.

Além disso, a Cloud Security Alliance (CSA, ou Aliança para Segurança em Cloud) lançou em 2011 o STAR (Registro de Segurança, Confiança e Garantia), que documenta os controles de segurança oferecidos pelos diversos fornecedores de computação em nuvem e auxiliam no processo de escolha do provedor de nuvem.

Todos esses documentos garantem que o ambiente seja auditável e que não seja necessário realizar investimentos extras em segurança da informação.



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