por josepaulopetry

13 out 2015

Como o formato de vídeo H.265 pode melhorar as videoconferências

Problemas com imagens cortadas e falta de sincronia entre som e imagem devem ser minimizados nos próximos anos, principalmente por conta de novas tecnologias de compressão de vídeo, como o H.265 (ou High Efficiency Video Coding), sucessor do sistema H.264. O formato permite otimizar o uso da banda de modo a oferecer a mesma qualidade de imagem usando entre 35% e 50% menos bytes que seu antecessor. Essa condição é fundamental para alcançar maior qualidade nas aplicações de vídeo em streaming (como as videoconferências) e plataforma móvel.

Tecnicamente, as melhorias da compressão do H.265 se devem à substituição do macroblock usado nos codecs anteriores por uma versão mais inteligente. No H.264, um fotograma de imagem é dividido em blocos que, por sua vez, são divididos em blocos menores para identificar repetições ou cores semelhantes nessas regiões, eliminando assim os elementos redundantes. Já no H.265, esses blocos também existem, mas não têm tamanhos fixos, ou seja, eles podem ser maiores em áreas pouco detalhadas e menores em áreas mais detalhadas.

Claro que essa não é a única mudança: o novo padrão também conta com outras técnicas para previsão de movimento, detecção de redundâncias e outros aprimoramentos que permitem maior agilidade na comunicação em vídeo. A compressão inteligente das imagens favorecerá também outra tendência: a dos serviços de videoconferência pela nuvem que, assim como outras aplicações de cloud computing, eliminam o investimento em hardware e licenças. Esse pode ser um tema específico de um futuro post.

Apesar da aparente evolução do formato, que é de propriedade da MPEG LA, fabricantes de hardware e software, como a própria Cisco (que é parceira da Teltec Solutions) estão enfrentando problemas relacionados a licenças. Isso porque os termos de licenciamento impedem o uso de H.265 em qualquer tipo de código aberto ou software aplicativo distribuído gratuitamente, e em produtos freemium , como o WebEx ou Cisco Spark. Por isso, apesar de as soluções de telepresença da Cisco serem compatíveis e usufruírem dos benefícios do H.265, o codec de vídeo não pode ser considerado um formato universal como foi seu sucessor.

Contra isso, a indústria já está se mexendo. No início de agosto, a Cisco anunciou o projeto Thor, para criar um codec de vídeo open source e livre de pagamento de royalties, e o código aberto está disponível aqui. Essa teria sido uma das sementes da iniciativa anunciada no início de setembro, a Alliance for Open Media, um consórcio formado por Google, Cisco, Microsoft, Amazon, Intel, Netflix e Mozilla para criar um novo padrão para entrega de vídeos online em alta definição mesmo com conexões mais lentas e dispositivos mais simples.

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