por josepaulopetry

07 jan 2015

Por que usar plataformas corporativas de vídeos streaming – e não sites como YouTube e Vimeo

plataforma-corporativa-de-vídeos-streamingCom a expansão da banda larga em computadores e dispositivos móveis, os vídeos estão se tornando ferramentas de comunicação cada vez mais relevantes. Eles permitem massificar conhecimentos de forma mais rápida e econômica entre os colaboradores. Para isso, uma plataforma corporativa de vídeos streaming pode ser grande aliada na difusão de novidades para o público interno e externo.

Apesar de inúmeros benefícios que iremos enumerar a seguir, muitos gestores de comunicação e de TI se perguntam: por que não usar o YouTube ou Vimeo, que são gratuitos e já estão consolidados?

A diferença está em quem manda no espaço

Nesses sites, não é sua empresa que define as regras para exibição de anúncio, e as possibilidades de restrição de acesso são menores. Além disso, quem se atenta aos Termos de Serviço do YouTube, por exemplo, vai perceber que o modelo de negócio desses sites pode oferecer vários riscos à imagem da empresa. Eis um trecho do documento que indica isso:

O Serviço pode conter links para websites de terceiros que não pertencem nem são controlados pelo YouTube. O YouTube não tem controle, e não assume responsabilidade pelo conteúdo, políticas de privacidade ou práticas de qualquer site de terceiros. Além disso, o YouTube não pode e não vai censurar nem editar o conteúdo de qualquer site de terceiros.

Se um usuário desse site faz uma paródia que deprecia a imagem de sua empresa, ela pode aparecer nos vídeos relacionados de um de seus materiais comerciais ou institucionais – e não há o que fazer contra isso.

O item chamado “Renúncia” especifica ainda que o YouTube não assume qualquer obrigação ou responsabilidade por erros de conteúdo, danos materiais ou materiais que resulte do uso do serviços, qualquer interrupção de e para o serviço; e quaisquer bugs, vírus, cavalos-de-troia que possam ser transmitidos para ou através do serviço por qualquer terceiro.

No ponto 5, “Uso de conteúdo”, há indicações de que as regras e alertas do YouTube não são compatíveis com as regras de acesso de algumas companhias:

Você entende que ao utilizar o Serviço, você estará exposto ao Conteúdo de diversas fontes, e que o YouTube não se responsabiliza pela precisão, utilidade, segurança ou propriedade intelectual próprias ou relacionadas a esse Conteúdo. Você compreende e aceita que poderá estar exposto a Conteúdo que seja impreciso, ofensivo, indecente ou censurável, e Você concorda em renunciar, como o faz de fato, a qualquer direito ou indenização legal ou justa, presente ou futura, contra o YouTube em relação a esses temas, e, na medida do permitido por lei, concorda em indenizar e isentar o YouTube, seus Proprietários, Operadores, afiliadas, licenciadores e licenciados, na medida máxima permitida por lei, em relação a todos os assuntos relativos ao uso do Serviço.

Na Política de Privacidade do Vimeo, concorrente do serviço de vídeos do Google, está explícito que as informações dos usuários são compartilhadas com parceiros de negócios e em listas de contatos que são comercializadas pela própria empresa.

Além disso, deixar seus vídeos institucionais no YouTube e Vimeo, mesmo que com acesso restrito, expõe as informações da empresa e dificulta o controle sobre audiência.

Como usar uma plataforma corporativa de vídeos streaming

A área de comunicação e marketing de uma companhia pode usar a plataforma de vídeo para diversas finalidades, obtendo maiores resultados.

Além disso, é possível controlar o acesso a cada um deles e adotar a política de segurança da informação mais adequada ao negócio. Ou seja, as imagens podem ser restritas a poucas pessoas, acessíveis a todos os funcionários (sem acesso externo) ou podem ser públicas. Um vídeo pode ser configurado para ser restrito a um ou mais grupos, de modo alinhado às políticas de confidencialidade.

Abaixo, alguns exemplos de aplicações

  • Massificação de treinamentos: com um espaço para vídeos de treinamento ou educação, as integrações que são realizadas com todos os novos funcionários podem ser sistematizadas como cursos online, disponíveis neste ambiente de vídeos corporativos. O mesmo vale para apresentações comerciais de novos produtos – principalmente se eles não forem disruptíveis. Essa estratégia reduz gastos e agiliza o processo de disseminação de conhecimento interno;
  • Substituição de atas: algumas empresas já estão filmando as reuniões para evitar o trabalho de fazer a ata e para oferecer mais transparência àqueles que precisaram se ausentar mas precisam estar a par das decisões ali tomadas. Esse é um exemplo em que a empresa tem de tomar extremo cuidado com a privacidade do vídeo, que só é possível em uma plataforma 100% gerenciada pela própria empresa;
  • Informativo em vídeo: pronunciamento do CEO, lançamento de uma nova sede ou de um novo produto, e comunicados da área de Recursos Humanos (sobre 13º salário ou vale-alimentação) podem ser disponibilizados via video streaming. No caso de vídeos comerciais, o gestor de comunicação pode deixar o acesso público e permitir que parceiros e clientes ajudem a divulgá-lo fora da rede interna.

Infraestrutura necessária

Ao começar um projeto de plataforma corporativa de vídeos streaming, você vai precisar de uma boa capacidade de armazenamento em seu storage, que leve em consideração que serão armazenados pelo menos quatro arquivos de cada vídeo que for publicado, em diferentes resoluções para permitir que seja assistido desde celulares com baixa performance até telas Full HD. É necessário também pensar sobre a necessidade de backup, considerando a relevância desse material produzido.

Nesses ambientes corporativos de mídia, é permitida a gravação e inserção de vídeos feitos com a webcam dos notebooks, o que facilita muito a criação de conteúdo por qualquer usuário. Recomenda-se apenas que esses vídeos não sejam longos, uma vez que a maioria deles não tem boa qualidade.

Quando necessário, é preciso considerar os custos de produção de vídeos de melhor qualidade que chamem a atenção de quem assiste e cumpram a função que se espera: ser um meio de comunicação mais assertivo com os colaboradores, parceiros e clientes.

Se ainda há dúvidas sobre a diferença entre plataformas comerciais e corporativas, podemos trocar ideias pelo campo de comentários abaixo.

Foto: bigarise.com/Reprodução



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