por diegoramos

19 jul 2016

Rumo ao olho do furacão

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Em primeiro lugar, vamos definir o seguinte: este não é um artigo voltado apenas para as empresas inovadoras e tecnológicas. Esse é um artigo para todas as empresas, independente do tamanho ou do segmento de mercado em que atuem. Uma pesquisa recente da escola de negócios suíça IMD em parceria com a Cisco traz uma leitura muito preocupante sobre a postura adotada por algumas organizações. Os pesquisadores ouviram quase mil líderes empresariais de 12 setores econômicos do mundo e chegaram à conclusão de que quatro em cada dez empresas vão perder relevância e mercado nos próximos cinco anos! O fenômeno será causado pela transformação digital.

Tão ruim quanto isso é o fato de 43% dos CEOs não perceberem que a evolução já está acontecendo. Descrentes do potencial disruptivo dessa metamorfose, tendem a olhar para os concorrentes que estão ao seu lado, ver que eles também não estão mudando e acabam adotando a estratégia do “esperar pra ver”. Estamos num furacão de mudanças que até 2020 vai atingir todos os setores da economia em escala global. Comparando com um redemoinho, veremos as áreas econômicas sendo puxadas da borda externa para o vórtice. Os setores de tecnologia, mídia e entretenimento, varejo e serviços financeiros já foram tragados para o meio, porque sentiram que é impossível resistir. Telecomunicações, educação, turismo e a indústria de bens de consumo já dão sinais de que estão evoluindo. Um case da área educacional: conseguimos facilitar o acesso de alunos e professores às informações de um centro de ensino em São Paulo e facilitamos o processo de capacitação dos docentes através da computação em nuvem.

Na esteira da evolução vêm setores mais resistentes à convergência digital por suas peculiaridades: saúde, gás e petróleo e indústria farmacêutica. Ainda que a disrupção nessas áreas pareça demorar mais pra chegar, ela já começou. Não importa com qual força você se segure para não ser arrastado (ou entenda que o seu segmento é imune): dentro de pouco tempo, ou os ventos dos novos processos te arrastam ou você morre.

*por Diego Brites Ramos, engenheiro eletricista e empresário. Artigo publicado na edição de 12/07 do jornal Diário Catarinense.

Crédito de imagem: skeeze/CC

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