por rafaelguedes

08 out 2014

Virtualização de desktops: por onde começar?

virtualização de desktopsHá algum tempo, a virtualização de desktops, também conhecida como VDI (Virtual Desktop Infrastructure) deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade. Assim como aconteceu com a virtualização de servidores, a tecnologia tem demorado um pouco mais a se difundir no Brasil, se comparado ao que acontece nos Estados Unidos. Grandes consultorias chegam a dizer que 2014 é o ano do VDI, mas, apesar de existirem grandes implantações da tecnologia, algumas com milhares de pontos de acesso, por quê alguns projetos acabam nunca saindo do papel?

Primeiramente, a visão da tecnologia precisa estar bem definida aos olhos dos responsáveis pelo projeto. Uma das principais confusões acerca do tema é sobre a diferença entre o VDI e o compartilhamento de sessões, realizado através de Windows Terminal Server (WTS). Muitos usuários tiveram suas expectativas frustradas ao usar o WTS no passado, mas o VDI é uma tecnologia totalmente diferente, a partir da qual cada usuário tem acesso aos seus próprios recursos, sem compartilhamento de sessões nem de sistema operacional.

Além disso, o projeto precisa atender a algumas premissas para que a experiência de uso do cliente final seja tão boa ou melhor que a de utilizar um computador físico. Ainda hoje, há quem pense que o VDI não se aplica aos usuários finais que possuem requisitos de performance acima da média.

É fato que, há alguns anos, essa visão estaria parcialmente correta, uma vez que estes requisitos poderiam ser atendidos, mas a alto custo. Com o avanço das tecnologias de armazenamento híbrido (discos mecânicos e tecnologias Flash trabalhando em conjunto) e com o surgimento das placas gráficas de alto desempenho que podem ser compartilhadas através de virtualização, esse cenário mudou. Mesmo quem trabalha com aplicações do tipo CAD ou desenvolvimento de sistemas pode usufruir dos benefícios da virtualização de desktops.

Como calcular se vale a pena

Comparar o custo bruto de aquisição de uma infraestrutura de virtualização de desktops com os valores para a compra de PCs não é o suficiente para calcular o ROI (retorno sobre investimento). O VDI se torna muito atraente quando se percebe a redução do custo administrativo no parque de desktops da organização e a redução do consumo de energia e geração de calor nos ambientes que anteriormente possuíam máquinas físicas.

Do ponto de vista de administração do ambiente, muitas das tarefas que levariam semanas para serem concluídas em um ambiente tradicional de desktops, como formatação de máquinas e instalação de novos softwares, podem ser feitas literalmente do dia para noite com o VDI. Estima-se que a mesma pessoa que gerencia até 150 desktops físicos, possa gerenciar 500 desktops virtuais.

Quanto ao consumo de energia e geração de calor, a diferença é grande comparando as duas soluções. Em um ambiente tradicional, um PC pode facilmente passar dos 150Watts de consumo de energia, versus 5Watts de consumo de um zero client (terminal de acesso ao VDI).

Os zero clients também auxiliam na redução de custos, uma vez que eles não possuem partes mecânicas ou móveis e têm um ciclo de vida bem superior aos PCs: a expectativa é que os equipamentos sejam trocados a cada seis ou sete anos, enquanto a vida útil média de um desktop convencional varia entre dois e três anos. Além disso, esses terminais de acesso estão alinhados a estratégias de TI verde, já que facilitam o descarte de peças e geram bem menos calor se comparado aos PCs.

Como desenhar o projeto de virtualização de desktops

Para começar o desenho do projeto, é necessário ter cautela. É importante o acompanhamento de uma consultoria especializada em projetos de VDI, pois o sucesso do projeto está intrinsecamente ligado à fase de dimensionamento da solução.

Durante a fase de definição de equipamentos, deve-se ficar atento ao storage, que é o item mais importante nos projetos de VDI não só por questões de capacidade, mas principalmente por desempenho. Para validar o projeto, é altamente recomendável buscar a chancela da solução com fabricantes de storage.

Ao seguir esses passos, garante-se que o projeto pode começar com o pé direito!

Para situações em que é necessário solidificar ainda mais estes conceitos, esclarecer outras dúvidas e conhecer casos aplicados da solução, recomendamos a realização de provas de conceito realizadas por consultorias especializadas. Questionamentos podem ser enviados abaixo, na caixa de comentários.

Foto: @iStockphoto.com/loops7



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