por admin

31 jan 2019

Brasil está entre os que mais promovem ciberataques no mundo

De acordo com o relatório da Symantec, divulgado em 2018, o Brasil é um dos maiores produtores de ciberataques do mundo. Nós produzimos cerca de 7% de todos os ataques mundiais disparados em 2017, ano do estudo do relatório.

O Brasil perde apenas, em número de ataques originados por localização, de dois países: China vem em primeiro lugar, com 21% dos ataques, seguida pelos Estados Unidos, com 11% da fatia. Rússia (6%), Índia (5%) e Japão (4%) complementam os seis primeiros lugares de origem dos ataques.

Em contrapartida, o relatório também mostra a posição do Brasil em relação ao número de ataques sofridos em 2017, com a categorização pelo tipo de investida.

Confira a posição do Brasil em ataques sofridos segundo o ranking:

  • Ransomware por país: 7º lugar, com 3,1% das detecções;
  • Indicação de Malware por URL no país: 4º lugar, com 23.1% das indicações;
  • Indicação por Phishing por país: 8º lugar, com a média de 1 em 2.117 e-mails sendo um ataque do tipo;
  • Indicador de Spam por país: 3º lugar, com 64,7% de todos os e-mails disparados sendo classificados como spam.
  • Ataques de IoT por país de origem: 3º lugar, com 6,9% dos ataques a aparelhos do tipo sendo originados no Brasil.

Entenda sobre alguns dos pontos mais importantes do relatório:

Ataques direcionados

Para os especialistas que elaboraram o estudo, a definição de ataques direcionados não é óbvia. Indivíduos que atuam em pequena escala, por exemplo, mesmo que foquem em alvos específicos, não estão realizando, de fato, ataques direcionados.

Hackers talvez não se pareçam com a imagem acima, mas o anonimato é uma das características mais fortes.

Na verdade, o termo refere-se à atuação de grupos organizados, em sua maioria, para ações de espionagem, embora eles tenham a possibilidade de estenderem o ataque para além deste objetivo, como captação de dinheiro, interrupção de atividades e sabotagens.

No caso dos ataques direcionados, os Estados Unidos, por sua importância geopolítica e econômica, foi o país mais afetado por esses tipos de ataques. Países que tiveram tensões regionais também foram alvos, à época.

O Brasil não consta nos 10 mais afetados do mundo, entre 2015 e 2017. O que podemos esperar do relatório de 2018?

 

Ataques camuflados

Para quem pensava que o Ransomware tinha o propósito único de extorquir dinheiro de pessoas, empresas e organizações, se enganou. O estudo comprovou que o ataque, assim como o ataque DDoS, podem servir de camuflagem para outros ataques mais profundos.

Isso porque, quando uma organização sofre um ataque direcionado que está camuflado, ela demora a dar respostas de defesa ao ataque que realmente está acontecendo, por conta da dedicação ao ataque mais “visível”.

Pela quantidade de ataques Ransomware, utilizá-lo para cobrir ciberataques em organizações é uma excelente técnica, já que dificilmente a sua presença seria questionada por administradores.

Ele age tanto apagando evidências de uma invasão, quanto disfarçando o real motivo do ataque direcionado.

Em resumo, o Ransomware pode ser, de fato, um ataque, como pode servir apenas para causar confusão, atrasando a resposta correta.

Mineração de moedas

Já pensou que, neste exato momento, seu desktop e até mesmo o seu smartphone podem estar sendo utilizados como ferramentas de mineração de criptomoedas? O nome deste tipo de ataque é o criptojacking.

O sequestro de recursos computacionais para mineração de moedas é uma das ameaças que constam no relatório.

O termo se refere ao ato de utilizar do recurso computacional de alguém para mineração de moedas virtuais, sem que o usuário ou a organização saibam disso. Em alguns casos, o usuário sequer percebe que sua máquina virou uma fonte de mineração não consultada.

Segundo o relatório, este tipo de ataque cresceu impressionantes 8.500% na detecção em endpoints de 2016 para 2017.

Dispositivos móveis

Um dos grandes gaps de segurança é justamente no mercado de dispositivos móveis. Eles são os mais difíceis de se proteger, segundo o relatório da Cisco, e por consequência, são os alvos mais fáceis. Isto se demonstra também em números:

A Symantec informou que o número de variantes de malware para dispositivos móveis aumentou 54% de um ano para o outro. Isto quer dizer que as maneiras em que seu dispositivo pode ser afetado aumentou consideravelmente de um ano para o outro.

Os métodos se sofisticaram: além do habitual Ransomware e da mineração de dados referida anteriormente, os atacantes encontraram maneiras para que permaneçam o máximo de tempo possível no seu aparelho.

Neste cenário assustador, como se proteger? A Teltec Solutions te dá as dicas necessárias para manter a sua vida digital e a da sua empresa, prevenidas e protegidas contra os ciberataques.

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Crédito das imagens: Freepik

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