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10 maio 2019

Cemitério do Google reúne mais de 160 invenções abandonadas pela companhia

Não se tem como negar: o Google deixou, há muito tempo, de ser uma ferramenta de busca para se tornar um conglomerado de tecnologia que respira inovação. No guarda-chuva da Alphabet estão todos os tipos de aplicativos, ferramentas e hardwares para integrar cada parte do nosso dia a dia. Por exemplo: aplicativos que facilitam a mobilidade urbana, um dos maiores repositórios de vídeos do mundo, hardwares para celulares, uma unidade de carros autônomos, pílulas de vasculham o corpo à procura de doenças, suítes de trabalho e muito mais.

Ao longo dos últimos 20 anos, mais de 300 produtos foram criados pela Gigante de Mountain View. E inovar nesta velocidade só é possível porque a companhia fez deste um de seus grandes pilares. Por isso, o time de engenharia do Google possui o notório Projeto 20% de Tempo, ou seja, a disponibilidade de 20% do tempo de trabalho dos colaboradores em projetos de interesse deles e que não têm necessariamente uma relação direta com soluções já em andamento no Google.

“Tentamos encorajar esse tipo de pensamento criativo por meio dos ‘20% de tempo’. Olhando em retrospecto para o nosso calendário de lançamentos, podemos ver que muitos dos produtos que lançamos começaram a ser criados nesses 20% de tempo dos nossos colaboradores”, afirmou em um artigo a CEO do Youtube e ex-VP do Google, Susan Wojcicki. Só para nomear alguns dos projetos que começaram no 20% de tempo: Gmail, Google News e Google AdSense.

Mas, até mais do que criar tecnologias, o Google sabe quando é hora de uni-las, reformulá-las ou simplesmente descartá-las. Em maio de 2019, 163 serviços, aplicativos e hardwares já tinham uma lápide com seu nome no Cemitério do Google.

Cemitério do Google: uma viagem pela história da internet

O fascínio pelas invenções da Google é tão grande que ao menos três sites se propuseram a fazer um inventário de todas as invenções que não passaram pelo teste do tempo e foram absorvidas por outras soluções ou simplesmente descartadas pela Google.

Estão no Cemitério do Google desde plataformas queridinhas como o Orkut, Inbox by Gmail e Picasa até aplicativos obscuros como o Google Flu Trends, que se propunha a fazer previsões sobre ondas de gripe e o Google Sets, que gerava uma lista de itens relacionados a uma palavra logo após o usuário digitá-la.

Tanto a Google Cemetery, criado pela comunidade Failory, quanto a Killed By Google, produzido desenvolver Cody Ogfen, listam os produtos que foram para o esquecimento, dizendo as datas que eles foram lançados, quando ele foi descontinuado e o motivo oficial para isto. Já o Google Graveyard, criado pelo site Slate, permite que os usuários mais saudosistas possam deixar flores nos túmulos de suas ferramentas favoritas. O Orkut, por exemplo, já chegou a receber 150 mil adornos quando teve seu fim decretado em 2014.

Ficou curioso sobre o que mais está nessa lista? Confira alguns dos ícones que estão presentes no Cemitério do Google:

✞ Inbox by Gmail
(2014-2019)

Um dos produtos que entraram mais recentemente no Cemitério do Google (abril de 2019) foi o Inbox by Gmail. O serviço pretendia organizar a caixa de entrada dos usuários dando mais produtividade a elas. Era permitido o agrupamento de e-mails semelhantes, função de soneca, criação de tags e muitas outras funcionalidades. A justificativa para o fechamento deste serviço era que o Google queria focar unicamente no Gmail.

✞ Google+
(2011-2019)

A rede social criada pelo Google não obteve o engajamento esperado pelos desenvolvedores da companhia. Isso associado a um recente escândalo de brechas de segurança na plataforma fizeram com que ele fosse cortado em 2019.

✞ Goo.gl
(2009-2019)

Muito utilizado em redes como o Twitter e Blogs, o Goo.gl era um encurtador de URLs gratuito. Em 2018, o serviço parou de permitir a entrada de novos usuários e em 2019 não era possível nem os usuários já cadastrados criarem novas URLs reduzidas.

✞ News & Weather
(2016-2018)

Assim com o Google Play Newsstand, o aplicativo Google News & Weather recebeu a pá de cal para ser substituído pelo Google News. O app era um agregador de notícias, conteúdos e previsão do tempo.

✞ Google Tango
(2014 – 2017)

O Projeto Tango consistia na criação de uma plataforma para a criação de realidade aumentada em aplicativos. Após três anos de mercado, ele foi descontinuado para que os desenvolvedores de Mountain View focassem esforços no ARCore.

✞ Picasa
(2002 – 2016)

O organizador, visualizador e editor de fotos Picasa ficou ativo por 13 anos e era um dos queridinhos dos usuários. A Gigante, no entanto, afirmou que era necessário aposentar o Picasa para que todos os esforços em relação a fotos fossem direcionados para o Google Photos.

✞ Google Flu Trends
(2008 – 2015)

O serviço, que ficou disponível por sete anos, era focado na predição de ondas do vírus da gripe. O Google nunca deu uma explicação para o descontinuamento do serviço.

✞ Orkut
(2004 – 2014)

Com certeza, este é um dos nomes mais conhecidos do Cemitério do Google. A rede social criada pelo engenheiro turco da Google, Orkut Büyükkökten, fez um enorme sucesso no Brasil, mas com o avanço do Facebook e outras plataformas de conexão, ele foi sendo deixado no esquecimento até que recebeu a canetada final em 2014.

✞ Questions & Answers
(2007 – 2014)

Semelhante ao Yahoo Respostas e ao Quora, o Google Questions & Answers era uma plataforma colaborativa para fazer e responder perguntas sobre qualquer assunto. A razão para a morte desta plataforma não foi divulgada oficialmente.

✞ Google Reader
(2005 – 2013)

O Google Reader era um RSS, ou seja, um formato de unificação e distribuição de informações em tempo real. Ele tinha uma base fiel de usuários, no entanto, foi cortado por uma questão de priorização de esforços.

✞ Google Hotpot
(2010 – 2011)

A plataforma, que teve uma vida curta – apenas 5 meses – sob o guarda-chuva da Alphabet, era focada na recomendação de restaurantes, hotéis, baladas e etc.

✞ Ride Finder
(2007 – 2009)

Em 2007, a Google iniciou um serviço para que os usuários pudessem encontrar um táxi, carona ou serviço de transporte próximos a ele. O sistema baseado em geolocalização chegou a funcionar em 14 cidades dos Estados Unidos e foi fechado no mesmo ano de fundação do Uber, 2009.

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