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14 out 2019

Sala de aula do futuro: já estamos construindo?

Pesquisa da Microsoft revela o papel das tecnologias e plataformas para o futuro educacional

Social, personalizado e apoiado por professores e tecnologia. Esse é o futuro da aprendizagem, segundo a Microsoft, que lançou a iniciativa “Sala de aula de 2030”. Daqui a 11 anos, a expectativa é a de que metade das ocupações já estejam automatizadas. Assim, os novos empregos serão voltados para a resolução crítica de problemas, criatividade e irão requerer um alto nível de habilidades socioemocionais.

Para isso, no entanto, é preciso preparar as crianças e adolescentes em fase escolar desde já. A pesquisa feita pela Microsoft e pela consultoria Mc Kinsey & Company’s Education Price com mais de 4 mil professores e estudantes, incluindo países como o Reino Unido e Estados Unidos, demonstra que a sala de aula do futuro precisa começar a acontecer agora.

Para se ter ideia do impacto no mercado de trabalho do futuro, cerca de 10% dos alunos que desenvolverão trabalhos futuramente, entrarão em categorias de trabalho que ainda não existem. Mas quais são os principais caminhos a serem considerados para já e ao longo da próxima década?

O papel do professor na sala de aula do futuro

A profissão de professor é uma das menos associadas à automação, mas já não pode se ater aos modelos de ensinos tradicionais. A realidade das crianças molda-se a cada geração. Crianças que ainda estão no Ensino Fundamental ou que estão entrando agora na escola são os chamados nativos digitais: já não se relacionam com tecnologias analógicas e lidam com a internet em seu dia a dia fortemente.

Qual será, então, num cenário tecnológico e com diversas plataformas disponíveis, o papel do profissional da Educação?

A Sala de aula do futuro requererá muito mais do que apenas habilidades técnicas: questões socioemocionais precisam ser levadas em conta. (Freepik)

Um dos grandes resultados da pesquisa é de que o professor precisa agir para desenvolver habilidades e competências socioemocionais fortes. A saber, as cinco competências descritas pelo Instituto Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning (CASEL): autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, competências de relacionamento e tomada de decisão responsável.

A presença de correntes pedagógicas que já incentivam processos de autonomia e o respeito à individualidade não é, necessariamente, novidade. O uso da tecnologia foi o que mudou radicalmente nas últimas décadas. Métodos como o Montessori, que foca nas especificidades de cada aluno e escolas com reconhecidas experiências positivas, como a Escola da Ponte, em Portugal, mostram que já é possível enxergar a mudança no horizonte, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Novo mundo, novas expectativas

Para Diego Brites, CEO da Teltec Solutions e pai de dois filhos – Laura, de oito anos e Otávio, de três –, é primordial que seus filhos participem de atividades dentro ou fora do ambiente escolar que os ajudem a alcançar a autonomia que precisarão na vida adulta:

“Estamos com novas realidades para os alunos. São alunos nativos digitais, que já nasceram com tablets, internet. Não podemos ignorar isso”, avalia Diego.

Não à toa o seu filho mais novo já está estudando em uma escola do Método Montessori e a mais velha já teve aulas de programação. “Há algum tempo, o que os pais valorizavam e procuravam para os seus filhos era que eles tivessem o domínio de uma segunda língua. Hoje em dia, eu já vejo que a próxima ‘língua’ a ser falada nos próximos anos será a da programação. Acho que é algo que deve ser buscado”, afirma.

Plataformas como aliadas para a sala de aula do futuro

Com a aplicação da tecnologia da maneira correta, a pesquisa aponta que professores economizarão até 30% de tempo em suas atividades laborais, dos quais poderão dispor para focar em atividades que supram outras necessidades dos alunos.

Inserir tecnologias da moda na sala de aula não vai causar nenhum impacto positivo dos alunos, pelo contrário. É preciso que as ferramentas certas sejam utilizadas. As plataformas colaborativas mostram que é possível agir diferente dentro do ambiente escolar, sem perder o rigor científico e sem deixar de trabalhar os aspectos socioemocionais de crianças e adolescentes nesta época de suas vidas.

O Colégio ENIAC, localizado em Guarulhos e que atualmente tem cerca de 1500 alunos, é um exemplo de bom uso dessas plataformas. Lá, aulas de programação já são integradas à grade curricular, bem como o aprendizado maker.

“Nós introduzimos práticas que já não são mais adereços, não são atividades extras. Elas estão dentro do currículo. Queremos levar o aluno para as tecnologias, mas principalmente o professor. Nós juntamos o pedagógico, o saber do professor, com o fazer dos nossos gurus makers, em prol do desenvolvimento da aprendizagem criativa dessas crianças e jovens”. Quem dá a declaração é a Coordenadora de Inovação da Instituição, a professora Simone Vianna.

Segundo ela, para que os resultados de hoje fossem mostrados, o currículo precisou ser alterado para se adequar às novas formas de ensino: “A aprendizagem é baseada em projetos. Nós trabalhamos sob o modelo PPP – Projeto, Problema e Par. É à luz de projetos que os alunos estudam, já que a própria vida é um grande projeto. Eles aprendem a saber, mesmo que de forma implícita, a gerenciar conflitos e resolver problemas”, explica Simone.

Minecraft for Education

E quando a criança é convidada a trazer um elemento do seu dia a dia, no qual ela já dedica horas, que a faz sentir pertencida a uma comunidade e que ainda trará benefícios de aprendizagem? Quem diria que seria possível jogar Minecraft na escola e não ganhar suspensão, mas conhecimento? A Microsoft.

Com uma série de conteúdos adequados e adaptados ao currículo brasileiro, o Minecraft for Education é uma plataforma lançada pela Teltec Solutions. Com a mentoria de profissionais da Educação e Tecnologia, o Minecraft for Education é todo baseado na metodologia Learn By Doing e é destinado a crianças de 6 a 10 anos.

Imagine estudas as bacias hidrográficas do Brasil analisando através da ferramenta? Ou construir edificações tombadas como patrimônios históricos, enquanto interage com os outros jogadores?

São mais de 100 conteúdos preparados que abordam ciências, português, matemática, história, geografia e artes. A plataforma também prevê o treinamento dos professores e monitores que conduzirão as crianças no processo de ensino-aprendizagem, complementares às aulas tradicionais.

Veja um vídeo sobre a plataforma, em inglês:

É através do ensino personalizado, otimizado e escalonado pela tecnologia, que o modelo educacional conseguirá sofrer alterações que trarão benefícios individuais e coletivos para as crianças do agora e para os adultos do futuro.

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